Você sabia que o consumo de tabaco diminuiu e o de álcool aumentou? Saiba por que isso aconteceu

por Tauama de Moraes
CRP 11 - 07100

Na atualidade, os governos estão se preocupando muito em relação ao consumo de álcool e tabaco. No início do século 21 aconteceu um fenômeno que tem chamado a atenção em relação ao consumo de bebidas alcoólicas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o consumo de álcool per capita no Brasil aumentou 43,5% entre os anos de 2006 e 2016. Já o consumo de tabaco no Brasil, teve consumo reduzido pela metade em uma década. Saiba que fatores contribuíram para que isso acontecesse.

A falta de publicidade contribuiu para que isso acontecesse

As propagandas, de tabaco foram extintas, não existem mais.

Em alguns pontos comerciais nem sabemos que é vendido cigarro. A venda é feita quase que de forma escondida.

Os impostos são altos, tornando os preços mais caros. Felizmente, as crianças não recebem estímulos para que no futuro sintam desejo de fumar.

Sem ter condições de influenciar, o cigarro perde força quanto a venda e consumo, afinal, sem propagandas como estratégia de manter aceso o desejo de fumar, as pessoas não se sentem estimuladas.

Contudo, sem os meios de comunicação de massa, o estímulo ao consumo diminuiu. Não acontece mais patrocínio a esportes, o glamour de celebridades fazendo propaganda, outdoors etc.

A ciência também teve seu papel na diminuição do consumo de cigarros

Foram desenvolvidas várias tecnologias para facilitar a vida de quem tinha o desejo de parar de fumar.

Uma muito difundida foi a terapia de reposição de nicotina (TRN) que tem como objetivo reduzir os sintomas de abstinência que surgem quando se tenta parar de fumar, através da reposição da nicotina dos cigarros.

Esta modalidade terapêutica existe na forma de adesivos cutâneos que liberam nicotina lentamente, assim como na forma de goma de mascar, sprays orais e nasais, inaladores e pastilhas/tabletes, que são formas de liberar nicotina para o cérebro mais rapidamente do que os adesivos, porém mais lentamente do que quando se fuma.

Desta forma, diminuindo os sintomas da síndrome de abstinência e fazendo o processo de interrupção do uso do tabaco menos doloroso.

Proibido fumar

Em 2014, novas regras anti fumo foram implementadas, mesmo aprovadas em 2011, proibindo o consumo de cigarros em locais fechados, como shoppings, cinemas, ambiente de trabalho, ônibus, casas de espetáculos etc.

Desta forma, fumar se tornou “brega” e até falta de educação, principalmente porque traz mau cheiro, incomoda outras pessoas e faz mal a saúde.

Passando de acessório glamouroso e hollywoodiano a um hábito ofensivo. Que mata e pode promover o aparecimento de diversas doenças. Desta forma o consumo de tabaco reduziu.

A preocupação das pessoas com a saúde

Nos últimos anos, nossa sociedade também tem se preocupado mais com a saúde, principalmente com os diversos casos de câncer e a falta de cura da doença.

Antes, só nos preocupávamos com os fumantes ativos, no entanto, a ciência comprovou os riscos para os fumantes passivos e até para um tipo de fumante de terceira categoria.

Foi descoberto que ambientes usados para fumar estão impregnados com as partículas de efeito cancerígeno, e elas permanecem ativas pelo período de dois meses.As pessoas têm se preocupado bastante com isso, inclusive, passando a se alimentar melhor e ter hábitos mais saudáveis, porque isso consegue diminuir os riscos de desenvolver e até conter o câncer.

O aumento do consumo de álcool

Já com o Álcool, foi um pouco diferente, nosso país culturalmente associou álcool a sociabilidade, fazendo com que seja o ator principal em festas, casamentos, churrascos e outros diversos encontros sociais.

As festas infantis chamam atenção, quando não tem o álcool, pois parece que os adultos não conseguem conversar, ficam sem assunto e sem graça na falta dele.

Se a bebida acaba, vão comprar mais ou se deslocam para algum lugar onde as crianças possam brincar e eles continuarem bebendo.

As propagandas estavam limitadas ao horário de 22:00 às 06:00 da manhã, assim como as marcas de bebida estavam proibidas de patrocinarem eventos esportivos.

Quando tivemos a copa do mundo no Brasil, se permitiu o patrocínio e hoje, em consequência do que aconteceu neste período, vários estados brasileiros estão permitindo que bebidas alcoólicas sejam vendidas em arenas esportivas.

Passaram a não considerar a cerveja como bebida alcoólica e hoje temos propaganda de cerveja durante a programação esportiva em horário comercial, vale ressaltar que a cerveja é a bebida alcoólica que é mais consumida no brasil, sendo responsável por 60% deste consumo.

Uma dúvida, a Cerveja não embriaga? Não altera o humor ou a percepção? Seus efeitos são iguais ao de outras bebidas alcoólicas, então mais uma vez as grandes corporações conseguiram burlar as leis brasileiras.

Se quer ajudar um dependente químico que não quer ajuda, saiba como fazê-lo aqui.

As grandes festas como São João, carnaval, micaretas e megaeventos musicais sempre são patrocinadas por empresas que vendem bebidas alcoólicas.

Atualmente, criaram festas onde as bebidas alcoólicas são liberadas, são chamadas as festas “open bar”. O consumo aumenta, pois quem não bebe vai beber para poder pagar o ingresso, quem tem o hábito de beber, vai beber mais porque a conta já está paga.

Com todo este estímulo fica muito difícil, diminuir o consumo de bebidas alcoólicas.

Veja também nosso artigo sobre idosos vitimas de alcoolismo.

Os efeitos do álcool no organismo

O álcool é uma droga lícita depressora do sistema nervoso. Sua ação tem efeito bifásico.

No início do consumo o álcool reduz as atividades do córtex pré-frontal, que é responsável pelo controle de impulsos, julgamentos e tomadas de decisões.

Que, desta forma, leva o sujeito a interagir de forma mais descontraída, alegre e sociável.

Os efeitos depressores começam a surgir com o consumo de maiores quantidades, mais que o corpo consegue metabolizar de uma vez.

Assim, inicia-se um desequilíbrio no andar e no falar, visão dupla ou embaçada, enjoos, perda de memória.

Com a utilização abusiva, pode ocorrer o coma alcoólico, podendo chegar à morte.

Um dos efeitos negativos do consumo excessivo de álcool pode ser sentido no dia seguinte, como dor de cabeça, náusea, boca seca, tontura e cansaço, esses são sintomas da ressaca.

Em casos de uso moderado, normalmente não acontecem estes sintomas.

Durante o consumo de álcool o usuário pode ter diversas vulnerabilidades, tendo comportamento de risco, atitudes constrangedoras e se colocando em situações embaraçosas, como também ficar vulnerável a abusos.

O uso e abuso do consumo de álcool por diversos anos consecutivos, pode levar a diversos danos.  Dentre eles a ausência de vitamina B1, danos cardiovasculares, e os mais conhecidos são os danos causados ao fígado que podem provocar hepatite alcoólica ou cirrose.

O álcool é a única droga que em sua síndrome de abstinência pode trazer a morte. A interrupção do consumo de bebidas alcóolicas cronicamente, pode provocar sintomas como enjoo, ansiedade e uma condição chamada de delirium tremens, onde o usuário pode sentir tremores, alucinações, sofrer convulsões, em casos mais graves, como já citado, pode chegar a óbito.

Os alcoolistas com intoxicação grave e síndrome de abstinência severa com sintomas elevados, precisam de acompanhamento de equipe especializada, para condução da melhor terapêutica para aliviar sintomas da abstinência alcoólica.

O consumo de álcool, mata mais pessoas no mundo do que todas as drogas ilícitas. Acredito que devemos criar políticas preventivas eficientes como as realizadas para o tabaco. Salvaríamos mais vidas e com certeza as famílias estariam mais unidas. Lembrando, caso tenha alguém que precisa de ajuda com o consumo excessivo de droga, nós da Casa Despertar, temos profissionais excelentes para ajudar.

 

 

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