5 Mudanças no comportamento que podem indicar o uso de drogas

por Tauama de Moraes
CRP 11 - 07100

O uso de drogas é um fenômeno bastante antigo na história da humanidade e constitui um grave problema de saúde pública, com sérias consequências pessoais e sociais no futuro do adicto e de toda a sociedade.

É cada vez mais comum que todos os dias ouçamos histórias de pessoas que se perdem no obscuro mundo das drogas. E por mais evoluídos que estejamos, ainda há um estereótipo que faz com que muitos acreditem que a dependência química chega apenas para as famílias desestruturadas ou com problemas de relacionamento.

Não raramente, amigos e familiares de dependentes químicos ou de ex-dependentes, culpam-se por terem percebido tarde demais que o ente querido estava usando drogas. Mas é normal que nessa fase, o adicto tenha segredos e dificulte o acesso de todos a sua vida pessoal.

Listamos abaixo os cinco sinais mais comuns que podem evidenciar o envolvimento de uma pessoa com as drogas.

O QUE SÃO AS DROGAS E A DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Antes de ficar atento às mudanças e comportamentos que podem indicar o uso de drogas, se faz importante ter uma visão acerca do que se trata droga e dependência química.

Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas, de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da maconha). As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais.

O termo droga, presta-se a várias interpretações, mas comumente suscita a ideia de uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o humor e o comportamento. As drogas estão classificadas em três categorias: as estimulantes, os depressores e os perturbadores das atividades mentais.

Por sua vez, a dependência química caracteriza-se por alterações cognitivas e comportamentais e sintomas fisiológicos, que se manifestam após o uso repetido de drogas.

As suas causas são complexas e envolvem uma série de fatores: genéticos, psicossociais e ambientais. Muitas vezes o adicto começa a fazer uso de drogas por curiosidade, por pressão do grupo social a qual faz parte, dificuldades em lidar com os problemas, perdas, tristezas e até mesmo o êxtase do sucesso também pode levar o adicto à dependência química.

Enquanto alguns indivíduos são capazes de fazer uso ocasional de álcool, sem desenvolver a dependência, para outros, bastam os primeiros goles para que percam totalmente o controle. Isso pode ser explicado pela predisposição genética que algumas pessoas têm de desenvolver a dependência química.

Se não tratada, a dependência química é progressiva, tende a piorar os sintomas no decorrer do tempo. A pessoa passa a necessitar de doses cada vezes maiores ou de substâncias cada vez mais nocivas.

Os danos causados ao organismo são inúmeros e podem resultar em doenças pulmonares (enfisemas), do coração, dos rins e do cérebro. O adicto costuma adotar comportamentos de riscos que o levam a contrair doenças venéreas e AIDS. O uso de drogas costuma levar o indivíduo a se envolver com o crime (roubos, assaltos, etc) o que resulta em mortes violentas e precoces.

A dependência química é uma doença complexa e, como toda doença, exige um tratamento especializado. Esse tratamento pode incluir internações em clínicas especializadas, diferentes tipos de terapias e até uso de medicamentos. O tratamento adequado é capaz de estacionar a doença, fazendo com que o paciente possa conviver em sociedade e ter uma vida produtiva.

CARACTERISTICAS DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

A dependência química é incurável, ou seja, não existe um tratamento capaz de eliminar a doença do organismo. Mas ela é passível de controle, desde que seja feito um acompanhamento constante do paciente. Além disso, é progressiva, tende a piorar os sintomas no decorrer do tempo. A pessoa passa a necessitar de doses cada vezes maiores ou de substâncias cada vez mais nocivas.

Ela também é fatal, pois os danos causados ao organismo são inúmeros e podem resultar em doenças pulmonares (enfisemas), do coração, dos rins e do cérebro. O dependente costuma adotar comportamentos de risco que podem levá-lo a contrair doenças venéreas e AIDS. O uso de drogas costuma levar o indivíduo a se envolver com o crime (roubos, assaltos, etc), o que resulta em mortes violentas e precoces.

A dependência química é uma doença complexa e, como toda doença, exige um tratamento especializado. Esse tratamento pode incluir internações em clínicas especializadas, diferentes tipos de terapias e até uso de medicamentos. O tratamento adequado é capaz de estacionar a doença, fazendo com que o paciente possa conviver em sociedade e ter uma vida produtiva.

Então, após conhecer um pouco mais acerca das drogas, dependência química e suas características, vamos às cinco dicas de mudança de comportamento que podem indicar o uso de drogas por alguém que você se preocupa. Confira! 

1. MUDANÇAS CONSTANTES DE HUMOR E MAIOR AGRESSIVIDADE

É comum ocorrer algumas alterações de humor durante o nosso dia. Algo que não sai conforme o planejado, ônibus cheio, trânsito. A mudança repentina de comportamento, quando ocorrida de forma brusca inúmeras vezes ao dia, além de ser prejudicial para as relações interpessoais, também pode indicar transtornos mentais.

É aceitável que as pessoas mudem de humor com uma certa frequência, e isso pode não ter relação nenhuma com o uso de drogas. Mas se você tem notado que alguém próximo a você responde com agressividade quando questionado sobre onde esteve ou quando algo estranho é encontrado entre seus pertences, preste atenção.

Muitas vezes, a irritabilidade tem mais relação com os esforços para esconder o vício do que com os efeitos da droga.

As alterações no humor repentinas também começam a ficar frequentes em usuários de drogas. Em um momento, a pessoa pode até aparentar estar calma, mas, de repente, surge uma raiva inexplicável ou uma agitação fora do comum.

Essa troca de humor, além de ser um efeito das próprias drogas, pode também traduzir uma abstinência das substâncias, e esse pode ser o momento em que o adicto se isola para consumi-las novamente.

Existem​ ​alguns​ ​comportamentos​ ​que​ ​costumam​ ​ser​ ​extremamente​ ​modificados​ ​pela dependência​ ​química. ​ ​​​Dentre​ ​eles, ​ ​podemos​ ​citar:

O​ ​modo​ ​como​ ​o indivíduo ​lida​ ​com​ ​suas​ ​atividades​ ​e​ ​compromissos, quem​ ​é​ ​afetado​ ​por​ ​esse problema, ​ ​muitas​ ​vezes​ ​se​ ​torna​ ​bastante​ ​desleixado​ ​quanto​ ​às​ ​suas​ ​obrigações; ​ ​passa​ ​a faltar​ ​em​ ​compromissos, ​ ​inventar​ ​desculpas​ ​e​ ​mentir.

Também​ ​é​ ​frequente​ ​que​ ​a​ ​vida​ ​social​ ​da​ ​pessoa​ ​sofra​ ​mudanças​ ​drásticas. Ela​ ​tende​ ​a​ ​se​ ​afastar​ ​de​ ​seus​ ​melhores amigos, ​ ​chegando​ ​a​ ​se​ ​isolar​ ​até​ ​mesmo​ ​daqueles​ ​com quem​ ​tinha​ proximidade diária. 

2. ISOLAMENTO DA PRESENÇA DOS FAMILIARES E AMIGOS

Os maiores prejuízos e os primeiros problemas a serem criados pelo uso da droga são os vínculos com a família. A dependência química afeta o funcionamento do cérebro, mudando a atividade mental do usuário. Isso confunde seus sentimentos, pensamentos, consciência, julgamento e autocrítica.

Danos estes que se observam na mudança de comportamento dentro de casa e da convivência social rotineira. O adicto torna-se desleixado, muda o horário do sono, da alimentação, perde o interesse em diversões e passatempos que faziam parte do seu dia a dia, isola-se, não consegue conversar e participar dos eventos em família, prefere os novos amigos e diversões que estejam relacionadas ao uso e fornecimento de drogas.

A família e os amigos se desestabilizam e passam a controlar o comportamento do dependente, com raiva, vitimização, chantagem, ameaças, superproteção, brigas e julgamentos. Porém, todas as tentativas são em vão.

O dependente químico nega o uso, culpa a família, a sociedade, a vida. Acha explicação e justificativa para convencer a família de que é normal o que faz e tenta a conivência para seus comportamentos de uso.

Entretanto, apesar de todo sofrimento, a participação da família durante o processo será fundamental para o sucesso do tratamento. Seguir as recomendações, disponibilidade para mudar os hábitos e investir em uma melhor qualidade de vida, motiva o dependente que, vendo as pessoas que o amam investindo seu tempo para ajudá-lo, faz com que se comprometa ainda mais. É necessário vencer a vergonha, o medo de não dar certo, a culpa de ter um familiar doente, a raiva de uma doença incurável e acreditar que só um trabalho em equipe poderá controlar a doença.

3. ALTERAÇÕES DO SONO E FALTA DE ENERGIA

Se o seu ente querido anda dormindo mais do que costumava ou passa noites em claro, isso pode ser um alerta. Algumas drogas causam sonolência, enquanto outras causam insônia. Tente conversar com ele sem pressionar ou cobrar em um primeiro momento.

Além de dormir pouco ou mais do que o normal, uma pessoa que consome drogas também aparenta estar apática e tem falta de energia para realizar as atividades diárias quando está sóbria. A redução do rendimento no trabalho e também nos estudos e a falta de vontade de sair ou fazer coisas simples da rotina também são um indicativo importante que pode apontar um vício.

Existem pelo menos três tipos básicos de ação das drogas no organismo: estimulantes, como cocaína e crack; depressoras, como álcool e medicamentos para dormir; e perturbadora, como LSD e drogas pesadas.

Se é estimulante, é alguma coisa que provoque a agitação, perturbe o sono, emite tremores. Se é uma droga depressora, sonolência, perda de reflexos. E se é uma droga perturbadora, alucinações.

Então existem diferentes formas de reação do organismo a essas drogas. Mas existe alguma coisa em comum: a possibilidade de provocar dependência. O indivíduo passa a depender daquilo para viver.

Aos poucos, as drogas tomam espaço na vida e também no organismo pessoas. Isso provoca sérios prejuízos para a saúde. A ação da droga vai atuar em áreas cerebrais de compensação. Também vão atuar, como um todo, no fígado, porque serão metabolizadas no fígado, transformadas lá. Ao ser usada uma droga, o seu fígado vai ser sobrecarregado. Por esse motivo, inclusive, algumas pessoas tem mais, outras tem menos tendência de tornarem-se dependentes químicos. Depende muito do padrão hepático, depende muito da capacidade de metabolismo do seu fígado, que depende da sua genética.

Todos esses efeitos podem ser danosos como um todo porque afetam o sistema nervoso central. Provocam uma hiperexcitação, provocam tremores, vômitos, irritação, perda do sono, ou sonolência, depressão, tristeza, tendência suicida e outras coisas mais.

4. MENTIRAS CONSTANTES E “DESCULPAS ESFARRAPADAS”

Saídas em horários irregulares e faltas no trabalho ou na escola são os comportamentos que você já viu serem normais para usuários de drogas. Porém, essas atitudes, na maioria das vezes, vêm acompanhadas por mentiras e justificativas sem sentido.

Mesmo que ele saiba que ninguém acredita no que diz, segue sustentando uma mentira e sempre se irrita quando alguém o contradiz, na intenção de encerrar o assunto. Fato é que a mentira se transforma em um padrão para tudo na vida de um dependente químico, seja para esconder seu vício ou para encobrir suas atitudes relacionadas a ele.

Essas são algumas mudanças de comportamento que podem indicar que alguém está usando drogas. Nessa fase, é importante que a família e os amigos mais próximos observem todos os detalhes do comportamento da pessoa em questão. Qualquer atitude fora do normal pode ser um indício revelador, e é importante que todos se unam para ajudar quem se ama a sair do vício o mais rápido possível, sempre com o máximo apoio, amor e carinho.

5. DESCONTROLE FINANCEIRO

Como você já viu nos tópicos acima, a rotina e a organização de um dependente químico ficam totalmente alteradas e desregradas. Essas atitudes refletem também em sua vida financeira, que começa a ficar desorganizada e, como consequência, podem começar a surgir várias dívidas inesperadas.

Se ele ganha o próprio salário, mas vive sem dinheiro para comprar até as coisas mais simples, fique em alerta.

Um dependente precisa de cada vez mais dinheiro para sustentar seu vício e, em estágios mais avançados, começa a furtar objetos da própria casa. Portanto, cuidado e vigilância são importantes nesse momento. 

APÓS A IDENTIFICAÇÃO, COMO AJUDAR UM DEPENDENTE QUÍMICO

Aprenda sobre o vicio

As características e as consequências do abuso de drogas variam de acordo com cada substância utilizada. Por conta disso, para se ter uma melhor compreensão sobre a situação, é preciso procurar se informar sobre o tipo de vício. Também é necessário entender que um vício é uma doença como qualquer outra e exatamente por conta disso, precisa ser tratada com a devida seriedade.

Procure informar-se ao máximo sobre o tipo de droga, seus efeitos e outras características. Assim, você terá um maior preparo e noção do que esperar. Além disso, os tipos de tratamento e de reabilitação também mudam de acordo com cada caso.

Lembre-se de que, na hora de coletar informações, é preciso ter cuidado com as fontes. Não confie em tudo o que achar na internet: procure por sites médicos ou científicos seguros e confiáveis. Outra opção é conversar com profissionais preparados e de confiança que tenham qualificação para falar sobre o assunto ou buscar outras famílias que tenham passado por situações semelhantes.

Livre-se dos julgamentos

Quando for conversar com o adicto, é importante ter tranquilidade e demonstrar empatia e apoio. Evite julgamentos ou situações de confronto. Apenas converse de forma calma, honesta e sincera: fale das suas preocupações e mostre que você está do lado dele para o que der e vier.

Também é importante não compará-lo com alguém e muito menos abordá-lo de maneira agressiva. Atitudes como essa apenas pioram a situação e levam o indivíduo a mentir, perder a confiança ou esconder suas ações.

É comum que o dependente químico não reconheça que tem um vício. Nesse caso, você pode comentar, por exemplo, sobre suas mudanças de atitude.

Você pode falar sobre os tipos de cuidados e tratamentos existentes, se oferecer para procurar os profissionais e apoiá-lo durante o processo. Se ele se recusar, uma ideia é abordar com paciência e pedir que, em um primeiro momento, ele aceite pelo menos conhecer as opções.

Estabeleça limites para lidar com o adicto

Demonstrar apoio é muito importante, mas é preciso ter cuidado para não incentivar ou encobrir o uso de drogas. Faça a abordagem com carinho e tranquilidade, mas não deixe de impor limites. Mostre, por exemplo, que você não concorda nem vai compactuar para o uso da substância.

Não dê dinheiro para o sustento do vício nem estipule horários para que a droga seja consumida. Em vez disso, mostre que você se importa e está ao lado dele na busca pela recuperação.

A união da família é fundamental

É importante que a família se mantenha coesa e que todos apoiem uns aos outros. Isso fortalece a todos e ajuda a lidar com a situação. Busque se unir a seu companheiro, seus filhos ou qualquer outra pessoa de confiança que possa apoiá-lo.

Busque grupos de apoio

Participar de grupos de apoio sérios, falar com outras famílias e conhecer experiências semelhantes também é muito válido. Isso ajuda a perceber que não se está sozinho, mostra possibilidades que talvez você não conheça e o fortalece. Existem muitas maneiras de fazer esse contato, como os grupos de apoio para familiares e as rodas de conversa.

É válido lembrar, ainda, que a dependência química é uma doença e a família deve estar preparada da melhor forma. Não hesite em procurar apoio e aconselhamento profissional, com médicos e psicólogos, por exemplo.

A importância de uma boa e estruturada clínica de reabilitação

Sem sombra de dúvidas, é na clínica de reabilitação que o primeiro passo rumo a desintoxicação acontece.

A maior parte das clínicas para dependentes químicos precisam oferecer uma estrutura capaz de atender todas as necessidades de seus pacientes. Locais para recreação, refeição, lazer e terapias são alguns dos exemplos exigidos para uma boa clínica para dependentes químicos.

Além disso, as mesmas precisam contar com uma equipe multidisciplinar de profissionais especializados e experientes, com psicólogos, psiquiatras, terapeutas e também com enfermeiros. Somente desta forma, é possível diagnosticar todos os problemas dos pacientes e tratá-los separadamente de acordo com as suas individualidades.

Os tratamentos nas clínicas para dependentes químicos são realizados de maneira individual, para que o resultado seja mais eficaz.

Ao final do período de internação, o paciente ainda precisa ser acompanhado por seus médicos, para evitar que possíveis e recorrentes recaídas possam acontecer. É importante sempre destacar que não existe cura para a dependência química, mas que a doença pode sim ser controlada, se essa for a vontade do doente.

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