Mês da conscientização das drogas: Como socorrer um dependente químico na família

por Tauama de Moraes
CRP 11 - 07100

Se você está sofrendo com um dependente na família, saiba que você é uma ferramenta essencial para que ele possa ser tratado. Neste post nós explicaremos muitas coisas para você e ainda daremos diversas dicas de como socorrer um dependente para que ele se livre do vício.

Entenda os sinais da dependência

Cada tipo de dependência possui sua característica.

Mas todas elas causam a mudança de comportamento, por isso vale a pena estar atento a isso.

 Esse comportamento tende a intensificar quando a pessoa está em abstinência, ou seja, sentindo falta da droga.

Alguns desses sinais são:

  • Sem motivação em atividades como trabalho ou estudo;
  • Alterações de humor, variando entre euforia e tristeza;
  • Ansiedade, inquietação, manias, normalmente em um movimento diferente como apertar os dedos ou mover o ombro e irritabilidade;
  • Falta de apetite e perda de sono;
  • Falta de dinheiro e talvez desaparecimento de pertences em casa;
  • Amizades diferentes e;
  • Falta de higiene.

No entanto, isso não quer dizer que o indivíduo está usando drogas, por isso, uma conversa franca e sem julgamentos é o ideal para descobrir se existe o consumo de substâncias.

Saiba mais sobre a dependência

Se você começou a desconfiar que um parente seu está tendo problemas com as drogas, vir aqui já é um bom sinal. Isso quer dizer que você quer saber mais e essa é realmente uma ótima atitude.

Cada droga age de forma diferente no cérebro e no organismo do dependente, no entanto a parte mais afetada é o sistema de recompensa.

Quando a pessoa consome a droga, lícita ou não, tem uma rápida liberação de dopamina (neurotransmissor monoaminérgico) envolvido na sensação de prazer.

Então o cérebro começa a associar o prazer com a droga, originando o aprendizado associativo de que consumir a droga causa prazer.

Droga = prazer

Assim o sistema de recompensa é ativado.

Como a droga age no cérebro

Quando o usuário começa a consumir com certa frequência, os neurônios responsáveis por liberar a dopamina começam a reconhecer os estímulos psicológicos e ambientais dos sinais que antecedem o uso da droga.

Isso causa uma “fissura” e quando o usuário está no local de consumo ou com as companhias que consumiu gera uma pré-disposição para que ele se sinta pressionado a consumir de novo.

Isso está tão enraizado no cérebro que surgem os surtos quando em abstinência e mesmo que pare de usar, não deixará de ser um dependente.

As drogas causam uma espécie de curto circuito que impedem a saciedade, que os seres humanos sentem em outras coisas que liberam dopamina, mesmo que em doses menores, como provando boa comida e sexo.

Assim, com o tempo a pessoa sente menos prazer em coisas simples como conhecer uma nova pessoa, conversar com uma criança e admirar uma paisagem.

Quando se torna crônico, os sistemas de motivação e recompensa do usuário passam a ser reprogramados para os gatilhos e os picos de dopamina que a droga causa.

Com o passar do tempo e o uso constante de drogas os neurônios do sistema de recompensa começam a ficar menos sensíveis às sensações que a droga causa provocando a tolerância.

Isso faz com que o grau de euforia que o usuário sentia antes passe a ser apático na rotina e por isso os usuários tendem a aumentar o uso da droga ou consumir em doses maiores. Isso que causa a overdose.

Agora ele consome por causa da baixa sensação (querendo sentir novamente) e da depressão que ocorre quando o prazer acaba rapidamente e é menos intenso.

Ele busca aquilo que um dia já teve.

Todo mundo pode se tornar um viciado?

O risco de dependência está relacionado a genética e a vulnerabilidade que alguns possuem e outros não, por isso, nem todas as pessoas estão suscetíveis a se tornar um dependente.

Existem alguns fatores que podem aumentar o risco, como:

  • Consumir precocemente, como na adolescência por exemplo, quando o indivíduo está mais vulnerável;
  • Criação e hereditariedade, como falamos acima;
  • Viver em um ambiente estressante;
  • Violência doméstica;
  • Família desestruturada;
  • Convivência com um usuário e;
  • Transtornos psiquiátricos.

A situação é extremamente complexa, por isso, seguem algumas dicas de como ajudar um familiar nessa situação

Você já entendeu melhor como as drogas agem no cérebro do usuário, portanto, já cumpriu um passo, que era compreender melhor pelo que a pessoa está passando.

Cuidado com o seu próprio comportamento

Muitas vezes falta compreensão e muitas pessoas acreditam que o usuário não deixa o vício porque não quer.

Você precisa entender que essa pessoa está passando por uma grande dificuldade.

Visite lugares que dão apoio àqueles que querem se recuperar, visite uma clínica de reabilitação e converse com pessoas que já passaram ou passam por isso para que veja a visão sobre como agir.

Evite confrontá-lo

Ameaçar internação involuntária não é uma boa saída, assim como discutir.

A melhor saída é ter uma conversa franca e direta, não tornado a conversa desagradável, sendo afetivo e mostrando porque ele deve se livrar do vício em drogas.

É importante que ele saiba que você quer que ele se trate, saia dessa e que se mostre disposto a ajudar.

Mantenha a comunicação e o apoie

Se afastar é a pior atitude que você pode tomar. Convide sempre para um diálogo, sem forçar a nada.

Seja compreensivo e deixe que a pessoa tome a atitude e saiba compreender isso. Pergunte o que ela acha sobre o vício e se ela pretende mudar.

Atitudes corretas

  • Nada de fornecer dinheiro, porque você financiará o vício dele;
  • Não passe a mão em atitudes erradas e deixe que ele pague por seus erros;
  • Não faça nada por ele que ele mesmo não possa fazer;
  • Não pressione;
  • Procure ajuda profissional;
  • Demonstre que é contra suas atitudes e;
  • Controle seus sentimentos.

Sentir culpa não ajuda

Quando se é um familiar mais próximo como filhos, as pessoas tendem a se sentir culpados por ter se tornado um viciado, mas isso não é verdade.

Siga as dicas que demos e esperamos que tudo fique bem!

A família faz parte do tratamento em si e tem um papel muito importante para o sucesso. 

Contratar profissionais ainda é a melhor solução, pois nada mais efetivo do que ser orientado por um especialista.

A Casa Despertar conta com os melhores profissionais do mercado e aceitamos diversos planos de saúde. Acesse nosso site ou entre em contato conosco para dúvidas.

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